tem dias que a gente fica com saudade no passado
não das pessoas e das coisas... de nós, passados.
coisa mais estranha
e o passado nunca está lá...
está dentro de mim, tudo, o saber, o ser, o ido ... e não está também.
nada em mim...
minhas frases estão ficando cada vez mais curtas
mais largadas
mais...
ai meu passado
aonde você está quando eu penso em você...
aonde estou!
agora
quinta-feira, 31 de março de 2011
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segunda-feira, 28 de março de 2011
vou falar...
sem palavras, viu
Postado por Insigne às 01:44 0 comentários
beijo
domingo, 13 de março de 2011
preciso de outro blog, né?
pra me inspirar
por que acho que não sou mais eu (de novo)
beijo
talvez eu volte
me permito
afinal
Postado por Insigne às 12:59 0 comentários
pray for us
domingo, 27 de fevereiro de 2011
(ouvindo Red Bull Music Academy Radio - JAZZ)
dormi o dia inteiro e acordei as 4h da manhã...
essas horas a gente só tem a si mesmo. e durante 12 horas hoje durante o dia eu não tive nem a mim mesmo.
a semana foi bem difícil.
quase todas as grandes emoções da vida num compacto de 7 dias.
um grande desafio no trabalho, uma paixão e uma morte.
a semana foi bem difícil.
saí viva. mas dormi 12 horas hoje durante o dia. por que, para falar a verdade, eu não lembro em que dias dessa semana eu dormi direito. branco total.
e sobre a morte, o que me fez, finalmente, pensar é que a impermanência é a grande sacada da vida mesmo. que seus planos são meras ilusões. e se as lembranças também, com o tempo acabam sendo meras ilusões... foi isso que eu pensei. hoje. por que amanhã, só Deus sabe o que vou pensar. ou talvez nem ele, o que é pior, com certeza...
todos esses lugares físicos, geográficos no mundo... e todos esses lugares na mente, na alma, no coração, no que quer que seja. e todos, de fato, são tão reais que até dói.
peace and love, y'all
Postado por Insigne às 05:41 0 comentários
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
as pessoas são todas loucas, incluindo eu
meu deus
ser louco é ser normal?
Postado por Insigne às 22:31 0 comentários
sushi
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
escrito algum dia desses no almoço
Praticando a apreciação da própria companhia. Conheça-se e ame-se. Torne-se mo mais íntimo possível de si mesmo e então todo o resto será um pouco mais compreensível.
Você está aonde você quer, não está? Poucos estão, dizem.
E nós? Qual o nosso problema?
A gente quer que os outros também estejam aonde queremos? Maldito erro, sim.
Primeiro nós. E se formos rápido demais para o resto da humanidade, também não nos ateremos ao atraso dos outros. Passaremos para o próximo objetivo. Seremos mais ainda. Por que nunca cessa, não é? Pode e será sempre mais.
Ou esvai-se tudo e ficamos parados.
O que é esse incomodo? Essa angústia é pelo que, se não há nada acontecendo?
São as possibilidades? Acalma-se com as possibilidades por que são tão mais que só essas que sua imaginação providencia. Tão mais...
Talvez tão melhores, não é?
Espera. COnfia. Pelo menos em si mesmo.
E agora, cadê meu sushi?
Postado por Insigne às 15:30 0 comentários
6 anos de idade
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Oi.
As vezes eu me sinto exatamente a mesma pessoa que eu era quando tinha uns 6 anos e brincava com meus amigos imaginários.
Você é meu amigo imaginário. Que coisa não?
Eu escrevo cartas a amigos imaginários igual escrevia pras minhas amigas reais quando tinha uns 12 anos.
Eu nunca mais tive paciência de escrever cartas. Minha mãe talvez tenha me dito demais que era “tudo besteira, um dia você pensa um coisa, outro dia já não é mais aquilo”.
Eu não acredito, na verdade. Eu acho que esse é exatamente o valor de se escrever. Que um dia você pensa uma coisa e no outro, outra. E se não tivesse escrito a gente acharia que sempre achou a mesma coisa.
Igual quando eu tinha 6 anos de idade.
Postado por Insigne às 18:09 0 comentários
revista donna
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Variedades | 05/12/2009 19h20min
Martha Medeiros: Falsa intimidade
Invadir a privacidade alheia é moleza. Raro é ter acesso ao mundo interno em que o outro habita
Fala-se muito sobre as frágeis relações amorosas de hoje, tão afetadas pela urgência de satisfazer desejos imediatos, pelas inúmeras possibilidades de contato instantâneo e pela pouca durabilidade dos sentimentos. Me pergunto: onde está o furo dessa história? O que perdemos no meio do caminho? Talvez nem tenhamos perdido, talvez simplesmente nunca tenhamos encontrado aquilo que só a poucos casais foi dado viver e que os mantém unidos a despeito de toda a artilharia.
A maioria, hoje, vive suas relações afetivas e sexuais de forma periférica. Contenta-se com cama, orgasmos e satisfação dos instintos. Isso somado a um cineminha, uma escapada no feriadão e um almoço em família configura uma privacidade compartilhada, e é o que basta para confirmar que a relação existe, seja ela chamada de rolo, namoro ou mesmo casamento.
Ainda me pergunto: onde está o furo da história? Por que essa privacidade compartilhada não se sustenta por muito tempo, não satisfaz 100% e gera tantas frustrações?
Com a possibilidade de acesso virtual a uma variedade de candidatos a grande amor e de seus cadastros (idade, profissão, time, fetiches), entrar na privacidade dos outros ficou muito fácil. Porém, em proporção inversa, perdeu-se a noção do que é intimidade, algo que nem mesmo algumas relações duradouras conseguem atingir.
Intimidade não se externa, não se divulga, não se oferece na internet. É nosso bem mais secreto, é onde guardamos a chave do nosso mistério, das nossas dores, das nossas dúvidas, da nossa emoção genuína. Não se compartilha isso com outra pessoa se ela não tiver sensibilidade suficiente para nos ouvir e entender, para nos aceitar e nos acrescentar, para nos respeitar e ofertar em troca sua própria intimidade, selando a partir daí um tipo de pacto que beira o sublime.
Essa intimidade requer confiança plena, compatibilidade na maneira de enxergar o mundo e nenhum instinto maléfico em relação ao outro. Intimidade é quando duas pessoas, mesmo distantes em espaço, estão profundamente unidas porque se reconhecem cúmplices, não competem pela razão. Claro que a intimidade não consegue evitar ciúmes e conflitos de ideias, e tampouco se pretende que ela acabe com a solidão de cada um, que é sagrada, mas ela assegurará a longevidade de uma união que será estabelecida pela generosidade do olhar: se estará mais preocupado em enxergar a alma do outro do que em fiscalizar para onde ele está olhando.
Amigos conseguem essa magia mais do que muitas duplas românticas, que frequentemente se enganam a respeito da falsa intimidade que o sexo faz supor. Invadir a privacidade alheia é moleza, basta um torpedo, um telefonema, um encontro. Mas ter acesso ao mundo interno que o outro habita e sentir-se à vontade nesse mundo é que torna tudo mais raro, mais mágico e mais eterno.
Postado por Insigne às 21:08 0 comentários
